Depois do sucesso na turnê realizada nas cidades de Medianeira e Castro, na semana passada, a Orquestra Sinfônica do Paraná volta ao palco do Guairão neste domingo (18), às 10h30, para mais um concerto, desta vez sob a regência do maestro Luís Gustavo Petri, um dos grandes nomes da música no Brasil. Outro destaque da apresentação é o trompetista Marcos Xavier, integrante da Orquestra desde a sua criação, em 1985. Ele é o solista da obra ?Concerto para Trompete e Orquestra de Cordas?, de Eric Ewazen, que será apresentada nesse dia. Os ingressos custam R$ 20 (platéia) e R$ 10 (1º e 2º balcões).

Completam o programa ?Abertura Concertante?, de Camargo Guarnieri; e a ?Sinfonia Nº 7 em La Maior, Op. 92?, de Ludwig van Beethoven. Desde que foi criada, há 22 anos, a Orquestra Sinfônica do Paraná escreve sua história de sucesso com dedicação e talento. O grupo marca presença não somente em concertos, mas também em apresentações de obras para balés e óperas.

A presença do maestro Luís Gustavo Petri é sempre marcante. O nome dele é reconhecido no cenário musical brasileiro, com destaque em grandes apresentações como a estréia na América Latina da trilha sonora original de ?O Encouraçado Potemkin?, no Festival de Cinema do RJ, em 2005, frente à Orquestra Sinfônica Brasileira; a estréia brasileira da ópera ?Candide?, de L. Bernstein no Teatro Municipal do Rio de Janeiro; o concerto frente à Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, tendo Shlomo Mintz como solista. Petri foi o regente convidado a dirigir a versão 2005 do Projeto Aquarius com a Orquestra Sinfônica Brasileira e o concerto de abertura da Bienal de Música Contemporânea, ambos no Rio de Janeiro. Já atuou com os importantes solistas, Nelson Freire, Antonio Del Claro, Céline Imbert, Linda Bustani, Fernando Portari, Rosana Lamosa e Alex Klein. É o regente titular e criador da Sinfônica de Santos, há onze anos.

O solista Marcos César Xavier, além de compor o staff da Orquestra Sinfônica do Paraná como primeiro trompetista, é professor da Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Atua como músico convidado em festivais, oficinas e concertos. A busca pelo aperfeiçoamento do seu trabalho musical é visível. Atualmente está se especializando em Execução Musical através do projeto de Mestrado Interinstitucional ? Minter realizado entre as instituições EMBAP/UFBA.

A obra ?Abertura Concertante?, do brasileiro Camargo Guarnieri, que abre o concerto no domingo (18), foi escrita em 1942 e dedicada ao norte-americano Aaron Copland, amigo do compositor. A estréia no Brasil aconteceu neste mesmo ano, com grande sucesso da crítica especializada.

Mozart Camargo Guarnieri é um dos grandes nomes da música no Brasil. Falecido em 1993, aos 86 anos de idade, deixou um legado muito grande de composições.

O Concerto Para Trompete e Orquestra de Cordas, de Eric Ewanze, compositor americano, cuja transcrição para orquestra de cordas foi realizada para a Jeffrey Work em 1990. A composição possui influência da linguagem de Debussy, Ravel e Bartok, com generosas harmonias e expressivas linhas melódicas. A escrita para orquestra de cordas foi encomendado por Chris Gekker, e sua première aconteceu na Universidade de Maryland, no entanto a sua estréia em concerto aconteceu em Boston, em 29 de novembro de 1998, com Jeffrey Work, e a Orquestra Pro Arte.

A obra tem várias versões, como trompete e acompanhamento de piano, para trompete com acompanhamento de quarteto de cordas, para trompete com acompanhamento de quinteto de cordas ou com acompanhamento de orquestra de cordas. Eric Ewazen tornou-se popular pela forma como manipula a harmonia e as melodias em suas músicas, demonstrando grande conhecimento da técnica da orquestração e com uma ampla compreensão do desenvolvimento da técnica composicional.

?A Sinfonia Nº 7 em La Maior, Op. 92?, de Beethoven, que fecha a apresentação da Orquestra, foi dedicada ao conde Imperial Moritz von Fries. Os esboços da obra datam desde 1811, mas somente em 1812 foi concluída.

A primeira apresentação ocorreu no dia 8 dezembro de 1813 na Universidade de Viena sob a regência do próprio compositor.