Teve Oscar para quase todos os sotaques. Asghar Farhadi ganhou o de melhor filme estrangeiro (“A Separação”) e agradeceu sua pátria, o Irã. Em italiano o casal que ganhou pela direção de arte (“As Invenções de Hugo Cabret”), Dante Ferretti e Francesca Lo Schiavo lembrou sua origem.

O francês Jean Dujardin (foto), vencedor do Oscar de melhor ator (“O Artista”) começou agradecendo em inglês, mas não aguentou e arrebatou a plateia num entusiasmado francês, que nem precisa de tradução: “Ouah, putain, génial, merci!”, gritou ele, empunhando o Oscar, um dos cinco que o filme mudo, em preto e branco, levou na madrugada de ontem. Os outros foram de melhor filme, direção, figurino e música.

“O artista” foi o primeiro filme de país de língua não inglesa a ganhar o prêmio na categoria principal e dividiu as atenções com “As invenções de Hugo Cabret”, que também ganhou cinco prêmios, os mais técnicos pelo capricho na execução em 3D: fotografia, direção de arte, som, mixagem de som e artes visuais.

O Oscar de melhor atriz ficou com Meryl Streep, em sua 17ª indicação, por “A dama de ferro”. Foi a terceira estatueta que a atriz levou para casa.