A H. Stern foi buscar inspiração nos móveis e utensílios concebidos pelos designers Fernando e Humberto Campana, e os desafiou a usar nas jóias a mesma ousadia que empregam nas suas criações. Assim nasceu a Coleção Campana, que a joalheria lançou ontem na Fraletti e Rubbo Galeria de Arte, em Curitiba.

São 65 peças inusitadas, como um colar-vestido, uma estola de ouro e mangas de malha de ouro (para usar com camiseta), e até objetos domésticos, como porta-revistas, luminária e fruteira. Merecem destaque também os brincos que acendem como luminárias, graças a pequenas lâmpadas alimentadas por baterias.

Conhecidos por inventar novos usos para materiais do cotidiano, transformando-os em móveis que já foram expostos nos melhores museus e feiras internacionais, os irmãos levaram o desafio a sério. Criaram a coleção a partir de objetos no mínimo insólitos, como papelão, mandalas, mosaicos, portas pantográficas, cordas, ripas de madeira, samburás (cestos de pescador), biombo, ralos de piscina e roupas.

Algumas jóias invadem o mundo do vestuário, como as mangas de ouro Samburá, por exemplo, que lembram a de um vestido, são longas e presas nas costas. O colar Mosaico parece uma gola quadrada, toda em ouro, e é preso à roupa com alfinetes. Já o colar Ropes, feito em fios de ouro que se sobrepõem na frente e nas costas e desce até o joelho, foi pensado como um sobrevestido. A coleção traz ainda uma estola toda feita de franjas, formadas por 80 mil fios de ouro de 6 cm de comprimento. A peça consumiu três meses de trabalho de um ourives.

Completam a coleção três peças de decoração – uma fruteira em aço, feita com a mesma malha pantográfica usada nas jóias, um porta-revistas também em aço, gêmeo das pulseiras Mandala, e uma luminária que segue o mesmo conceito das jóias Luz.