Casal Moss e equipe de Asas
do Vento: façanha inédita.

Dar a volta ao mundo em um motoplanador é uma das aventuras que estão nas páginas. E aqui a história é a de Gérard Moss em Asas do Vento, narrada pela esposa Margi. Foram cem dias, sozinho, num motoplanador, até então uma façanha inédita.

Margi utilizou-se do diário de bordo e de depoimentos de Gérard. A obra conta em detalhes as experiências vividas durante a circunavegação, desde a preparação até o último pouso. Relata também a expectativa e os momentos mais difíceis, problemas com o mau tempo, a burocracia e as surpresas em ver o mundo do alto. O feito, inédito na aviação mundial e já reconhecido pela Federation Aeronautique Internationale, se transformou num emocionante livro de aventura, com 332 páginas, incluindo mapas e um encarte fotográfico com mais de cinqüenta fotos, num lançamento da Record.

Brasileiros naturalizados, Gérard e Margi desde 1988 dedicam-se a dar volta ao mundo. O projeto Asas do Vento nasceu quando ele descobriu que a façanha ainda era inédita. Com o Super Ximango, fabricado em Porto Alegre, Gérard iniciou a aventura em 20 de junho de 2001. Foram 55 mil km, 89 aeroportos e a satisfação do piloto, que também realizou em escala global a quantas anda a ocorrência de ozônio a baixa altitude.

Alexandria

Durante dois mil anos, a Biblioteca de Alexandria floresceu como o maior centro científico e cultural do mundo antigo civilizado. Vítima principalmente do fanatismo religioso cristão e muçulmano, seu riquíssimo acervo foi totalmente incendiado, e hoje não existem sequer vestígios arqueológicos da legendária mãe das bibliotecas. O que se sabe sobre ela sobrevive através de inferências e suposições de historiadores.

Em Biblioteca da Alexandria – As histórias da maior biblioteca da Antigüidade, que a Nova Alexandria lança neste final de ano, Derek Adie Flower recupera algumas dessas pistas e reconstitui o desenvolvimento da cidade que a obrigou, desde sua fundação por Alexandre Magno até os dias de hoje, em que a reabertura do monumento em uma versão contemporânea – graças ao apoio da Unesco e de diversos países – tenta resgatar a antiga tradição cultural alexandrina.

Flower também apresenta, em pequenas narrativas, os principais personagens que fizeram da Biblioteca de Alexandria o maior pólo de saber do mundo ocidental.

Entre seus freqüentadores estiveram Aristarco de Samos, astrônomo que precursoramente afirmou a teoria heliocêntrica, Eratóstenes, que entrou para a história como o primeiro homem a descobrir uma maneira válida de medir o perímetro da Terra. A rainha Cleópatra, o astrônomo Ptolomeu, o médico Galeno e a filósofa Hipácia são outras figuras que, como patrocinadores ou pesquisadores, participaram da formação e desenvolvimento do centro de sabedoria alexandrino.

Excalibur

Excalibur (Record, 532 páginas, tradução de Alves Calado) é o último volume da trilogia As crônicas de Artur, do escritor inglês Bernard Cornwell sobre o lendário guerreiro Artur, que passou para a história com o título de rei, embora nunca tenha usado uma coroa.

Em As crônicas de Artur, Cornwell desenha um Artur familiar e desconhecido. Um dos inúmeros filhos ilegítimos do rei Uther Pendragon, sem o menor interesse pelo poder, sua única ambição é manter o juramento ao rei de direito, Mordred, e ajudá-lo a lutar pela paz. Ao mesmo tempo, revela locais conhecidos e personagens esperados: o mago Merlin, a bela Guinevere, Lancelot – aqui retratado como um covarde – e a lendária Távola Redonda.

Este terceiro volume da série, iniciada com O rei do inverno e O inimigo de Deus, apresenta os últimos esforços de Artur para combater os saxões e triunfar sobre um casamento e sonhos desfeitos. Mostra, ainda, o desespero de Merlin, o maior de todos os druidas, ao perceber a deserção dos antigos deuses bretões. Sem seu poder, Merlin acha impossível combater os cristãos.

Horizonte perdido

Em meio às longínguas montanhas do Tibete, uma aterrissagem forçada lança quatro ocidentais em uma incrível aventura espiritual. Este é o ponto de partida da trama de Horizonte perdido, obra-prima do escritor James Hilton (1900-1954), que ganha sua primeira tradução (por Rubens Oliveiros Pistek) no Brasil pela Editora Claridade. Durante a fuga de uma conturbação revolucionária no Extremo Oriente, esses personagens são conduzidos ao mosteiro de lamas de Shangri-Lá, um paraíso perdido onde irão vivenciar uma jornada de auto-conhecimento e contemplação. Aos poucos os quatro protagonistas vão retomando a esperança no destino da humanidade e restabelecendo confiança de que, mesmo em um mundo arrasado por guerras, é possível alcançar pelo menos a pacificação do espírito.

Publicada pela primeira vez em 1933, a obra sintetizou o descontentamento do mundo com os valores ocidentais. Duas adaptações para o cinema ajudaram a amplificar e disseminar suas idéias. Em 1937, o diretor Franz Capra realizou a primeira versão cinematográfica do livro, e 36 anos depois, em 1973, foi a vez de Charles Jarrot, que transformou o romance de James Hilton em um musical.