Curitiba estava carente de um festival que reunisse os melhores nomes do rock nacional e resgatasse no público o sentimento de que o rock continua vivo. Estava. No último sábado (8), a capital paranaense ganhou a primeira edição de um festival que já tem até data para voltar no ano que vem e, mais, que pode ser levado a todo o país. O Prime Rock Brasil juntou, na Pedreira Paulo Leminski, seis grandes nomes da música brasileira no que mais pareceu uma grandiosa e muito bem elaborada festa de amigos para um público de mais de 15 mil pessoas.

À Tribuna do Paraná, o organizador do festival, Mac Lovio Solek, afirmou ter realizado um sonho que não era só dele, mas também de muitos dos artistas que toparam ser os primeiros na lista dos que se apresentaram. “Queria um projeto que pudesse reunir amigos e que fizéssemos uma grande festa, a festa do rock nacional. Todo mundo que se apresentou estava com o coração dentro do evento”. Veja a entrevista completa:

Os primeiros a subirem ao palco da Pedreira Paulo Leminski foram Humberto Gessinger e Os Paralamas do Sucesso, seguidos de Frejat, que estava extremamente feliz em poder voltar a um palco histórico. “Tinha tempo que não faziam um festival grande como este em Curitiba e estar na Pedreira é ainda mais especial, me faz relembrar os anos 90, quando passei por aqui e foi emocionante”.

Frejat definiu que o público que gosta de rock nacional tem se sentido carente e um festival com a ideia de reunir bandas do gênero precisa acontecer mais. “A gente tem um público de rock hoje no Brasil que tem tido poucas oportunidades de estar em eventos consistentes, com artistas de rock que você fique claramente identificado com isso. Um festival como esse é importante para fortalecer esse público e incentivar que a garotada mais nova venha ver, então o evento é perfeito para isso”. Veja a entrevista completa:

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Depois de Frejat, Nando Reis foi quem subiu ao palco da Pedreira, seguido dos mineiros do Jota Quest, que também compraram a ideia do festival com o coração. “Estar aqui nesse sonho desse festival, com ídolos tocando, é demais. Fazer um festival de bandas clássicas, num lugar clássico, é o que conta. Isso porque as pessoas que curtem essas bandas já estiveram em shows aqui, em outro momento, então mexe com a memória afetiva também”, comentou Rogério Flausino, destacando que já percebeu que o público sente falta de poder curtir rock brasileiro ao vivo. “Temos mesmo que replicar essa parada e levar para todo o país”. Veja a entrevista completa:

Jota Quest ainda surpreendeu o público chamando ao palco Seu Jorge, que estava assistindo ao festival e fez uma breve participação. Por fim, quem fechou a primeira edição do Prime Rock Brasil foi Capital Inicial. “E que responsabilidade, viu? Encerrar um festival como este, inteiro foi feito entre amigos. Eu, sendo curitibano, me sinto em casa”, disse Dinho Ouro Preto, antes de se apresentar.

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Segundo o líder da banda de Brasília, a ideia do festival era também um antigo sonho que ele tinha. “Sempre quis que alguém bolasse uma espécie de festival brasileiro que fosse itinerante. Espero que o show de hoje seja um ponta pé inicial de um projeto como este, que viaje o Brasil e que vá até mesmo para o interior. Espero que seja o primeiro de uma série”. Veja a entrevista na íntegra:

Vem mais um!

No ano que vem, o Prime Rock Brasil volta a sacudir a Pedreira Paulo Leminski, no dia 7 de dezembro. “Mas a nossa ideia é mesmo que esse festival ande o Brasil. Vamos fazer com que o rock brasileiro reverbere e traga muitas alegrias para todos nós. Hoje, não depende de mais nada para que isso aconteça, vai rolar”, adiantou Mac Lovio Solek, o organizador do festival.

Foto: Lucas Sarzi.
Foto: Lucas Sarzi.

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