Humor negro, perversão e cultura pop. A mais nova produção curitibana recheada com esses elementos, Morgue Story Sangue, baiacu e quadrinhos, chegou aos cinemas da capital paranaense nesse fim de semana, depois de participar de mais de 30 festivais Brasil afora. O filme deve despertar a curiosidade principalmente do público que lembra da trama de mesmo nome e bastante premiada que foi apresentada como peça teatral anos atrás, ao estilo de filmes B de terror.

Depois de resistir em adaptar a peça para o cinema, o diretor Paulo Biscaia Filho resolveu pôr em prática a ideia que muitos dos envolvidos no projeto inicial e dos que viam o espetáculo falavam: “isso ia ficar bom num filme”. E, em dez dias, a produção foi rodada, tudo em Curitiba. Biscaia considera que todas as peças de teatro produzidas por sua companhia, a Vigor Mortis, têm esse apelo cinematográfico.

Com verba de apenas R$ 126 mil, obtidos pela lei de incentivo da Fundação Cultural de Curitiba, além de mais algum recurso que foi tirado do próprio bolso, o filme traz referências explícitas ao ritmo da linguagem das histórias em quadrinhos, à estética dos filmes de Quentin Tarantino e às produções do cinema de suspense trash das décadas de 1970 e 1980, com uma dosagem carregada proposital.

Divulgação
A maior parte do filme se passa em um necrotério, onde um médico legista envenena a bebida de mulheres que ele acha atraentes.

A maior parte do filme se passa em um necrotério, onde um médico legista, Daniel Torres, tem como perversão secreta envenenar a bebida de mulheres que ele acha atraentes em um bar. É uma poção secreta baseada em uma mistura de narcóticos com toxina de peixe baiacu, desenvolvida por sacerdotes vodus haitianos. O veneno induz as vítimas a um estado de catalepsia (que simula a morte) e, quando elas chegam ao necrotério, o médico violenta e mata as mulheres. Torres começa a ter problemas quando um cataléptico, Tom, “acorda da morte” pela oitava vez. Tudo regado a muito sangue.

Em exibição nos cines Novo Batel e Jardim das Américas, o filme é uma produção independente que aposta no boca-a-boca e na repercussão que possa causar na internet para levar mais público para as salas de cinema. Além de Curitiba, os distribuidores do filme tentam exibir a produção em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador, onde a peça Morgue já foi encenada.

Morgue Story Sangue, baiacu e quadrinhos.

Direção de Paulo Biscaia Filho.
Em cartaz no Cineplus Jardim das Américas (Av. Nossa Senhora de Lourdes, 63 Shopping Jardim das Américas).
Cineplex Batel (Shopping Novo Batel Al. D. Pedro II, 255).
Classificação indicativa: 16 anos.