Apesar de ampliar a plateia da TV em alguma medida, a correlação entre redes sociais e audiência de TV ainda não pode ser quantificada, avisa Juliana Sawaia, do Ibope. Nem sempre a repercussão de um lado se traduz do outro. Pela experiência de Guilherme Zattar, diretor dos canais Multishow, OFF, BIS e BBB 24 horas, quanto mais jovem for o público alvo do programa, maior a discrepância entre o volume de comentários no Twitter e a audiência do programa. “Até hoje não sei explicar por que isso acontece”, fala.

Ainda assim, Zattar trata a rede de microblogs como sua ferramenta de maior termômetro, hoje. A simples menção de 140 caracteres e seus retuítes têm, para ele, o mesmo poder que a pesquisa minuto a minuto tem para os animadores de auditório ao vivo da TV aberta. Já o Facebook, que seleciona apenas comentários de uma parte dos amigos do assinante e mantém postagens por várias horas na time line, não tem o mesmo poder imediatista do Twitter para fazer o internauta/espectador trocar de canal. “Eu uso o Face só para marketing, para avisar sobre a programação”, constata Zattar.

“O Facebook tem uma conversa muito maior entre as pessoas que estão assistindo, ele fica mais isolado é mais um fórum, tem uma coisa de ‘adorei’, ‘recomendo’. O Twitter é mais diálogo, as pessoas conversam entre elas, a Astrid faz perguntas. E o Face fica ali. Às vezes vão comentar um post só no dia seguinte, não é exatamente em real time”, confirma Fabiana Gabriel, gerente de Novas Mídias do GNT. Segundo ela, a audiência sempre sobe quando o volume de comentários cresce no Twitter.

Em tempo: 60% dos tuiteiros falam sobre programação de TV.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.