O Museu Oscar Niemeyer (MOM) apresenta obras seletas e inéditas de um dos maiores xilogravadores do Brasil, Gilvan Samico. A exposição Samico: do desenho à gravura, composta por 203 obras, exibe desde as xilogravuras, no formato e estilo que consagraram o artista, como A Bela e a Fera (1996), até desenhos inéditos.

Ronaldo Correia de Brito assina a curadoria da mostra, que recebeu o Prêmio Especial da Associação Paulista de Críticos de Arte, no ano passado. O público poderá ver as obras a partir de hoje. As obras de Samico ficam na capital até o dia 13 de novembro.

O grande diferencial desta exposição são os 45 desenhos produzidos entre 1957 e 1959, a maior parte deles do período em que Samico foi aluno de Lívio Abramo, em São Paulo. Outros são da fase em que o artista era aluno de Oswaldo Goeldi, no Rio de Janeiro, e alguns da época que ele freqüentava o Ateliê Coletivo da Sociedade de Arte Moderna do Recife, criado por Abelardo da Hora.

Além dos desenhos que foram mantidos guardados no fundo de uma gaveta, e que nunca haviam sido mostrados, também estão na mostra os desenhos-estudos que ilustram o processo criativo de Samico. ?Apenas um pequeno número de xilogravuras ficou fora da exposição, que não pretende ser cronológica e retrospectiva?, afirma Brito.

Serviço:
Samico: do desenho à gravura, no Museu Oscar Niemeyer (Marechal Hermes, 999). De terça-feira a domingo, das 10h às 18h. R$ 4,00 para adultos e R$ 2,00 estudantes identificados (crianças de até 12 anos, maiores de 60 e grupos de estudantes de escolas públicas, pré-agendados, não pagam).

Telefone: (41) 3350-4400.