Enquanto o pobre público curitibano aguarda a aterrissagem da estonteante Angelina Jolie e sua nova aventura de Lara Croft (que entra em pré-estréia), ou a entrada oficial em cartaz do documentário Tiros em Columbine, de Michael Moore, é melhor não aparecer nos cinemas. Ou então aproveitar a semana para ver O Homem que Copiava, Procurando Nemo, Uma Onda no Ar ou Todo Poderoso, que ainda estão em cartaz na cidade. Porque as duas estréias de hoje não são nada estimulantes.

Quem já viu garante que Corridas Clandestinas, de Reggie Rock Bythewood (quem?), com Laurence “Morpheus” Fishburne à frente do elenco, é uma versão piorada dos dois Velozes e Furiosos – e com motos no lugar dos carros. A história se resume à saga do jovem Kid (Derek Luke), que estimulado pela morte do pai num acidente de moto, decide formar uma gangue de motoqueiros para acabar com a invencibilidade do rei dos rachas Smoke (Fishburne), velho amigo do pai.

Humor

Nos efeitos especiais, as motos perdem a corrida para os carrões de Velozes. O único atrativo do filme parece ser o bizarro das aparições do cantor Kid Rock (como uma espécie de Crocodilo Dundee estradeiro) e o próprio Fishburne, que troca o figurino neogótico e cool de Matrix por uma inacreditável combinação de calça de couro com camiseta lilás. Outro “bom” momento é a pose de mau do ligeiramente estrábico Derek Luke.

Big Brother

A segunda estréia é O Olho que Tudo Vê, de Marc Evans, que chega em Curitiba com quase três meses de atraso em relação a São Paulo. É uma mistura de A Bruxa de Blair com Big Brother. Só que nessa versão, o “paredão” é para valer: ao invés da eliminação do jogo, os participantes vão sendo assassinados.

Cinco jovens topam participar de um jogo, transmitido exclusivamente pela Internet, que consiste em ficar seis meses isolado numa casa, no meio do nada, para ganhar US$ 1 milhão. Se um desistir, todos perdem.