alaide.jpgSerá neste domingo, 4 de setembro, às 18 horas que os fãs de Alaíde Costa terão encontro com a cantora, no Teatro SESC da Esquina. Para comemorar os 50 anos de vida artística, Alaíde reuniu músicas de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, feitas em parceria entre eles e com outros compositores de peso, como Chico Buarque e Carlos Lyra. Esse repertório compõe o espetáculo que terá única apresentação em Curitiba.

Uma das mais refinadas artistas da música brasileira, Alaíde Costa optou por um recital, sendo acompanhada pelo piano de Giba Estebez, e pela flauta transversal de Gabriel Schwartz.

O roteiro musical é feito de clássicos como "Retrato em Branco e Preto", de Tom e Chico Buarque, "Estrada Branca", "Canta, Canta Mais", "Insensatez", todas de Tom Jobim e Vinícius de Moraes; "Primavera", de Vinícius e Carlos Lyra; "Caminhos Cruzados", de Tom e Newton Mendonça. O público terá oportunidade de ouvir "Amigo Amado", parceria de Alaíde com Vinícius, e "Você é Amor", também dela com Tom Jobim.

Carreira

Nascida em 8 de dezembro de 1935, Alaíde Costa ainda menina, começou a freqüentar programas infantis. Aos 13 anos, venceu um concurso de melhor cantora jovem, no programa "Seqüência G3", animado por Paulo Gracindo, na Rádio Tupi. No ano seguinte esteve no "Arraia Miúda", com Renato Murce. A partir de 1952, passou a inscrever-se em diversos programas de calouros, entre eles o do temível Ary Barroso.

"Sempre tive sorte de sair vencedora", lembra Alaíde, cinco décadas após. Se fosse guiada pela timidez, provavelmente sua história seria outra, mas, felizmente, graças a amigos e familiares, transpôs as barreiras iniciais.

Gravou seu primeiro disco em 1957, pela Odeon, tendo numa das faces "Tarde Demais", de Hélio Costa e Anita Andrade, que lhe valeu prêmio de Revelação do Ano. Ainda em 1957 lançou seu segundo 78 rpm, que trazia "Conselhos", de Hamilton Costa e Richard Frano, e "Domingo de Amor", de Fernando Cesar.

Convidada por João Gilberto, ingressa no movimento da bossa-nova, ainda em sua fase inicial. Ao gravar seu primeiro LP, em 1959 – "Alaíde Canta Suavemente" -, inclui no repertório "Estrada Branca", de Tom e Vinícius, "Lobo Bobo", de Carlos Lyra e Ronaldo Bôscoli, e "Minha Saudade", de João Donato e João Gilberto. Participa, em 1960, do Festival Nacional da Bossa Nova, no Teatro Record, em São Paulo.

Em 1964, a essas alturas já morando na paulicéia, recebe verdadeira consagração ao apresentar-se no show "O Fino da Bossa", no Teatro Paramount, interpretando "Onde Está Você", de Oscar Castro Neves e Luverci Fiorini. Conseqüência do sucesso: contrato de dois anos com a TV Record, convites para temporadas e até mesmo um recital de canções renascentistas, "Alaíde Alaude", sob regência do maestro Diogo Pacheco, no Teatro Municipal de São Paulo. "Onde Está Você" tornou-se a marca registrada da cantora.

Entre os anos de 1966 e 1972, Alaíde abandona temporariamente a carreira. Retorna ao ser convidada para participar da faixa "Me Deixa em Paz", de Monsueto, no LP "Clube da Esquina", de Milton Nascimento. Nesse mesmo ano lança dois compactos, e por conta do "Clube da Esquina", apresenta-se com Milton Nascimento em teatros cariocas.

Alaíde reinicia, assim, a trajetória que vinha desde os anos 50. Discreta, elegante, fiel a um estilo musical que se identifica com as produções mais refinadas da música brasileira, apresenta-se para platéias internacionais. O CD "Alaíde Costa e João Carlos Assis Brasil", de piano e voz, lançado em 1995, teve lançamentos no Brasil e na França.

Mais recentemente, em 2001, gravou o CD "Rasguei a Minha Fantasia", somente com clássicos carnavalescos, mas dentro da sua interpretação camerística. Verdadeiro requinte. E, no ano em que completa meio século artístico, lança um novo CD, "Tudo que o Tempo me Deixou", pelo selo Lua Music.

Serviço
"Alaíde Costa Canta Tom Jobim e Vinícius de Moraes", show com Alaíde Costa.
Dia 4 de setembro (domingo), às 18 horas, no SESC da Esquina.
Ingressos: R$ 20,00 e 10,00.