Hoje, pela primeira vez em nove meses, as obras no Teatro Municipal carioca serão paralisadas. Os restauradores continuarão em ação, mas o trabalho pesado será suspenso. Justifica-se: é o aniversário de cem anos do palco mais nobre do Rio.

O projeto inicial era deixá-lo prontinho para a data, mas, conforme se foi revelando a necessidade de mais reparos, a previsão para a finalização da reforma – orçada em R$ 55 milhões – foi movida para novembro. Na impossibilidade de se abrir o Municipal todo ao público, a Cinelândia, a praça em frente, centralizará as festividades.

Somente uma parte do prédio estará liberada à visitação, das 10h às 14 horas. Nela, foi montada uma exposição de mil fotografias, além de documentos, programas e croquis, que apresentarão alguns dos momentos memoráveis já vividos entre suas paredes de mármore.

O ponto de partida é o restaurante Assírio. Pelo percurso, as obras terão iluminação cênica. Os visitantes passarão pelo backstage, mas não poderão entrar na sala de espetáculos, que está cheia de andaimes. A exposição termina nas galerias.

O Theatro Municipal do Rio foi inaugurado pelo presidente Nilo Peçanha em 1909. Já em 1894, Arthur Azevedo dera início a uma campanha por sua criação. A capital federal, que passava por uma ampla reforma urbanística, tendo Paris como modelo, não tinha um teatro à sua altura. Azevedo conseguiu a aprovação de uma lei que determinou sua construção – iniciada somente em 1905.