Bruno Barreto tem vivido dias de intensa agitação. Começaram na semana passada, quando seu longa Última Parada 174 foi escolhido pela comissão do Ministério da Cultura para representar o Brasil na briga por uma vaga no próximo Oscar de filme estrangeiro. E segue amanhã quando seu filme será exibido na abertura do Festival do Rio. Pelo segundo ano consecutivo, o festival começa com um filme brasileiro. No ano passado, a abertura foi com Tropa de Elite, de José Padilha. Agora, é a vez da versão ficcional do episódio que o próprio Padilha filmou como documentário, Ônibus 174.

Entre a indicação para concorrer a uma vaga no Oscar e a sessão de abertura do Festival do Rio, Última Parada já foi ao Festival de Toronto, onde sua violência deixou muita gente sem fala. E, antes da estréia nos cinemas, prevista para 24 de outubro, será visto na Mostra de São Paulo.

Bruno Barreto reconhece que fez um filme forte – o mais forte de sua carreira. “Para mim, é muito importante que esteja estreando no Festival do Rio, cidade com a qual mantenho uma relação de amor e ódio, e aos pés do Cristo Redentor, onde ocorreu toda essa tragédia.” O seqüestro do ônibus 174 terminou com a morte do seqüestrador, Sandro, e de uma das reféns, no Parque Lage, bem aos pés do Cristo.

Iniciando-se sob o signo de uma obra que promete provocar polêmica, o Festival do Rio 2008 começa na sexta-feira para o público, devendo exibir, até dia 9 de outubro, 350 filmes de 60 países. A menina dos olhos da diretora artística do evento, Ilda Santiago, é, como sempre, a Première Brasil, principal vitrine das novas produções brasileiras no próprio País.

Mas tem também Panorama do Cinema Mundial, Mostra Expectativa, Midnight Movies, Mundo Gay, Première Latina, Mostra Geração, etc. Durante 15 dias a partir de amanhã, o Rio vira capital do cinema. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.