Rua pequena, estreita rua. Rua de sonhos passados, recém-passados, recém-chegados… rua de muito amor e poucos desamores, com a fragrância e cor de suas flores que adornam sua passagem. Uma complementação poética e sutil sobre a inércia desenergizada: findo o destino, findam estrelas! A pausa é permanente. Nesse campus, a tônica da saudade impera em quase todos os espaços de um lugar sereno e tranqüilo, onde jazem muitas lembranças de tristes despedidas. E sob o som do Hino do Adeus, num fugaz momento, assisto a uma confraternização de paz dos espíritos abençoados! Nessa promoção divina que ainda não me compete compartilhar, minha fé faz vê-la entre os espíritos de luz. E eu apenas assisto a tudo calado e muito só num pequeno canto da saudade. São áureas ricas e nobres: pouco, bastante vividas… todas com o aval de emancipação de Deus à vida eterna. Circundam-me então vivas lembranças dela que se misturam às homenagens que eu lhe presto, sempre com muito amor e carinho filial. Uma de suas frases quando eu mostrava-lhe o meu visual, das roupas com que eu ia sair: Meu filho, olha o balão! (o balão é bonito por fora e vazio por dentro). Uma forma de me alertar para que eu cultivasse mais o meu interior. Faço valer de tudo para amenizar e conter o prenúncio do meu desespero. Busco no cotidiano desta vida n formas de dar mais alento ao meu ego e ao meu emocional, ainda muito sensibilizados e aluídos pelo desconfortante vazio da sua ausência e ternura materna. E já são quase três anos… em que dimensão hoje ela estaria? Horas eu imagino estar ela muito longe, mas horas também acredito ela estar muito perto. Eu, neste momento, ainda preferia tê-la viva, e, no jardim de nossa casa na Rua Engenheiros Rebouças. Ela procurou viver a sua vida vivendo em paz.