Em decisão emocionante, um novo campeão e um recorde foram estabelecidos na quinta edição do Campeonato de Rollmops, tradicional evento do bar CanaBenta, realizado no último sábado (11). Entre tragos de aguardente e gritos, Marlon Cristian de Paula, comeu 25 unidades da iguaria em pouco mais de 5 minutos.

Na primeira bateria houve um empate entre o representante da cidade de Pinhais e o curitibano Celso Onamo. O desempate, como o regulamento estabelecia, se daria com a ingestão mais rápida possível de um rollmops por cada competidor. Houve novo empate.

A organização criou uma segunda rodada de desempate, com três peças. Marlon deglutiu com ferocidade e uns tragos da cachaça da casa e, ao final, mostrou a língua esvaziada para a comissão julgadora.

Era o sinal de que o desafio já estava no aparelho digestivo e o troféu e mais os prêmios bônus – um pequeno barril de cinco litros da cerveja e uma garrafa de aguardente – tinham novo dono. Além da glória do recorde absoluto do festival criado em 2014.

“Eu vim pra ganhar, disse que ia ganhar e ganhei”, gabou-se o campeão, que dedicou o título à mae e à cidade natal na região metropolitana. Antes, na categoria feminina, a campeã conseguiu comer 14 rollmops.

A competição consistia em descobrir quem, em cinco minutos comeria o maior número da iguaria alemã, de gosto peculiar.  Muito tradicional nos bares e botecos da região sul, o rollmops é feito da combinação de sardinha e cebola em conserva.

Amor e ódio

As disputas foram acompanhadas com frenesi no final da tarde deste sábado no CanaBenta. 60 participantes se inscreveram: 12 na categoria  feminina e 47 na masculina.

Antes do início da competição, o idealizador do evento, o empresário Délio Canabrava teorizava sobre por que o rollmops consegue despertar na mesma medida fascínio e desprezo.

“A graça do evento é que o rollmops é odiado e amado ao mesmo tempo. É como a cachaça: nem todo mundo sabe e pode beber. É o equivalente da cachaça no terreno do petisco”, disse.

Um dos competidores, o bancário Rodrigo Deia, que comeu 18 unidades, também ressaltou o aspecto popular da iguaria. “As pessoas têm certo preconceito com o cheiro ou com a sardinha, que no fundo é um peixe nobre. Como o próprio rollmops também é. Quando há rollmops, é falta de educação não provar”.

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