O trompetista americano Wynton Marsalis, assegurou que o jazz “é um gênero que permanecerá vivo, porque é vital e cheio de sentimento em cada nota”. Numa entrevista na capital mexicana, onde se encontra para uma série de apresentações, o músico destacou que esse gênero musical “se sente, se vivencia, se acaricia e está vivo, porque se trata de uma arte de vanguarda”.

Marsalis, diretor e fundador da Lincoln Center Jazz Orchestra, declarou que “não sei qual será o futuro do jazz, mas posso afirmar que há músicos de muito talento que o vivem, que têm o jazz como forma de existência, que se preparam, que ensaiam, que se entregam ao máximo, são essas pessoas, grandes músicos, que sempre gravitarão em torno do jazz”.

Segundo o trompetista de 43 anos, quando os músicos de jazz tocam “é como se estivessem alcançando o mais ponto mais alto da criação, é como tocar Beethoven para outras pessoas”.

“O jazz é a única forma artística cujo timbre parece não ter nenhum significado, é um gênero que busca enriquecer a substância artística e que engrandece o espírito da música”, disse Marsalis.