As pedras paranaenses estão no caminho da escultora Adriane Muller, mais precisamente o granito, o calcário e o mármore, além da pedra-sabão mineira. As peças da artista estarão expostas no Museu Botânico de Curitiba a partir deste sábado,12 de agosto, até 3 de setembro.

A exposição "O bruto e o belo" das rochas paranaenses tem 30 esculturas, com destaque para um tabuleiro gigante de xadrez das araucárias. A escultura tem 16 metros quadrados e peças de 50 centímetros de altura, em forma de pinheiros, pinha, gralha-azul, pinhões e outros elementos que remetem à floresta típica do Estado. Além do tabuleiro de xadrez, outras formas como animais e abstratos de elementos naturais, poderão ser apreciados pelos visitantes.

Segundo Adriane, que trabalha com rochas desde 1992, a exposição preparada no Museu Botânico reúne algumas fases de sua arte. "Parte das esculturas expostas é resultado de um projeto que fiz com detentos da maior penitenciária do Estado", disse a artista.

A experiência de dois anos, período em que Adriane trabalhou a profissionalização de presidiários da Penitenciaria Central do Estado (PCE) por meio da arte, resultou no livro "Um caminho para a liberdade", e rendeu a escultora paranaense o prêmio nacional Mulher Empreendedora 2006, concedido pelo SEBRAE.

Serviço
Exposição – "O bruto e o belo"
Período – 12 de agosto a 03 de setembro
Horário – segunda a sexta (8h30 às 12h, 13h às 17h), sábado e domingo (9h às 18h).
Local – Museu Botânico Municipal, dentro do Jardim Botânico.