São Paulo ? Em 2002, ela reuniu mais de 150 mil romeiros e, para este ano, os organizadores esperam levar 100 mil trabalhadores à cidade de Aparecida, no Vale do Rio Paraíba do Sul (SP), na celebração do Grito dos Excluídos, unidos pelo lema "Negra Mãe Aparecida. Em defesa da Vida, chama essa gente sofrida!", que invoca as bênçãos da Padroeira do Brasil. A romaria se juntará ao Grito nacional dos Excluídos, na manhã da próxima quarta-feira (7), Dia da Independência.

A 18ª Romaria dos Trabalhadores e das Trabalhadoras é organizada pela Pastoral Operária e Serviço Pastoral dos Migrantes, dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. A programação tem início às 7 horas, já em Aparecida, no Porto de Itaguaçu, local no qual foi encontrada a imagem de Nossa Senhora Aparecida.

Os participantes seguirão em romaria até a praça da Basílica, onde às 9 horas terá início a programação do Grito dos Excluídos. A caminhada costuma reunir por volta de 10 mil pessoas. Pela primeira vez, este ano, será realizado o pré-Grito, "Grito dos Desempregados e Desempregadas", específico dessa celebração e, às 9h30, acontece o Grito dos Excluídos, nacional. Às 10h30, será realizada a missa na Basílica.

O grito dos desempregados "é um grito forte, pois simbolicamente representa o grito de 9,4% da população brasileira que está desempregada e das quais 39,3% têm entre 18 e 24 anos", diz o folheto da convocação distribuído pelas entidades organizadoras, para as quais esse grito "reafirma que trabalho não é favor, mas é um direito".