Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em conjunto com a Organização Mundial do Trabalho (OIT), divulgada hoje no Rio de Janeiro, mostra que 48,6% das crianças com idade entre 5 e 14 anos que trabalhavam no Brasil em 2001 não recebia nenhuma forma de remuneração. Dos que tinham remuneração, 41,5% ganhavam até meio salário mínimo e 35,5% ganhavam de meio a um salário mínimo.

A OIT informou que o número de crianças de 5 a 17 anos que trabalham naquele ano caiu 34,9%, passando de 8,4 milhões, em 1992, para 5,4 milhões, em 2001. O estudo revela que, no Brasil, das 5,4 milhões de crianças que trabalhavam, 296 mil tinham de 5 a 9 anos e 1,9 milhão tinham de 10 a 14 anos, sendo 250 mil de 15 a 17 anos.

De acordo com o IBGE, Alagoas apresentou um índice de 71,9%, o maior entre os Estados, seguido pelo Maranhão, com 71,7%. O Nordeste é a região que concentrou a maior prestação de serviços entre menores de idade de 5 a 17 anos, com 16,6%. No Sul a diferença não é alta: em 2001, 15,1% das crianças e adolescentes trabalhavam.