O Banco ABC Brasil divulgou comunicado hoje nos jornais informando que o bloqueio de investimentos líbios no Brasil, pedido pela Advocacia-Geral da União (AGU), com base em resoluções da Organização das Nações Unidas (ONU), não vai interferir nas atividades do banco no País, nem em seu relacionamento com seus clientes. Sanções do Conselho de Segurança da ONU são vinculantes – ou seja, todos os países-membros têm a obrigação de cumpri-las. Na última sexta-feira, o Banco Central do Brasil já havia informado à Agência Estado que as sanções são acionárias e societárias e não operacionais.

O ABC Brasil, que tem capital aberto e ações negociadas na BMF&Bovespa há 22 anos, é controlado pelo Arab Banking Corporation, que possui 57% de seu capital. Essa corporação, com sede no Bahrein, tem 59% de seu controle nas mãos do Banco Central da Líbia, 30% com o fundo soberano do Kuwait e os 11% restantes com minoritários da Bolsa do Bahrein.

Segundo o comunicado, o ABC tem cumprido todas as resoluções desde fevereiro deste ano e o Arab Banking Corporation não foi atingido por sanções em nenhum dos 21 países em que está presente. A instituição informou ainda que “tão logo certificado da ação da AGU”, atuará em juízo esclarecendo estar em “absoluta conformidade com as resoluções da ONU”.