Brasília – Duas pessoas morreram nesta sexta-feira (19) na queda de um avião monomotor em Londrina (PR). O acidente, o terceiro desta semana envolvendo aeronaves de pequeno porte, ocorreu às 9 horas da manhã.

O monomotor, modelo Bonanza, prefixo PRJCR B36, decolou de São José do Rio Preto (SP), com destino a Londrina. A aeronave caiu durante o pouso, a menos de oito quilômetros da cabeceira do aeroporto da cidade paranaense. 

Técnicos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) estão se deslocando de Porto Alegre para Londrina para apurar as causas do acidente.

Na manhã de hoje, também foram suspensas as buscas ao monomotor que desapareceu no domingo (14) quando sobrevoava o estado de Mato Grosso. Após três dias de procura, a Força Aérea Brasileira (FAB) decidiu suspender as buscas por não ter nenhum indício sobre a localização da aeronave Embraer, modelo 710, matrícula PT-NTR.  

O monomotor decolou de Tangará da Serra, no sudoeste do estado, por volta das 9 horas do domingo (14), com destino a Sinop (MT). A FAB diz só ter sido notificada do desaparecimento no fim da tarde do dia seguinte. As buscas foram iniciadas na manhã da terça-feira (16). Ainda não se sabe quantas pessoas estavam a bordo da aeronave, nem se há sobreviventes. A Anac afirmou que o piloto estava com sua documentação em dia. Já o avião apresentava uma série de irregularidades.  

Segundo a Anac, a aeronave estava com o certificado de aeronavegabilidade vencido, não podendo decolar. O Aeródromo Municipal de Tangará da Serra também apresenta problemas. Segundo a Anac, por questões operacionais, sua pista está interditada até 24 de fevereiro. O aeródromo é administrado pela prefeitura local. 

O terceiro acidente ocorreu por volta das 7 horas da quinta-feira (18). Um táxi aéreo bimotor que fazia a rota Belo Horizonte/Montes Claros (MG) caiu por causas ainda não conhecidas. O piloto Thomaz Alencar Durans e o passageiro morreram. Segundo a Anac, o piloto e a aeronave estavam com a documentação em dia.

De acordo com a Anac, a finalização dos relatórios preliminares sobre as causas dos acidentes podem demorar até 10 dias, dependendo da gravidade de cada caso. Só após esse período serão criadas comissões de investigação, coordenadas pelo Centro de Investigação e Prevenção da Aeronáutica (Cenipa), que tem de 60 a 90 dias para apresentar os resultados finais das investigações.