Os investidores que optaram por comprar ações com direito a voto (ordinárias, ON) da Companhia Vale do Rio Doce com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) não têm do que reclamar. Desde que essa alternativa foi oferecida, no dia 21 de março de 2002, até hoje (7) os papéis acumularam alta de 459,2%. O cálculo é do analista de mineração da ABN Real Corretora, Pedro Roberto Galdi.

De acordo com o analista, no mesmo período o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), acumula alta de 179,6%. "Foi um bom negócio porque, em primeiro lugar, a remuneração do FGTS é muito baixa", diz Galdi, lembrando que para quem aplicou em fundos de renda fixa, como o CDI, a valorização foi de 101%.

No ano passado, os papéis ON da Vale tiveram alta de 30 8%. Este ano, Galdi diz que os ganhos estão acumulados em 4,4%, mas hoje a ação registrava queda de 3,52% antes do fechamento do pregão. Segundo o analista do ABN, isso ocorreu porque o mercado estava realizando lucros, especialmente nos setores de mineração e siderurgia. Além disso, pesaram também os temores de nova alta na taxa de juros americana.

Na época em que iniciou a pulverização de ações ao público, a Vale informou que em torno de 700 mil pessoas aderiram ao programa. Entre 2001 e 2004, a Vale pagou US$ 4,4 bilhões em dividendos aos acionistas. O retorno médio anual aos investidores nesse período foi de 41,7%. Este ano, a companhia projeta que a distribuição mínima de lucro será de US$ 1,3 bilhão.