Um dos acusados de envolvimento no assassinato do juiz de Presidente Prudente, Antônio José Machado Dias, confessou que a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) foi responsável pelo crime ocorrido em 14 de março. Ronaldo Dias, conhecido como Chocolate, foi preso ontem dentro do Túnel Maria Maluf, em São Paulo.

De acordo com o diretor do Deic (Departamento de Investigações Sobre o Crime Organizado), Godofredo Bittencourt, Chocolate afirmou, durante depoimento, que a ordem para o assassinato partiu de cinco líderes do PCC, entre eles Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e Júlio César Guedes de Moraes, o Julinho Carambola, que estão presos.

Chocolate revelou que tinha uma dívida com o PCC devido ao não-pagamento de 2,5 quilos de cocaína e que executou o juiz como uma forma de pagamento. O acusado disse que recebeu a ordem diretamente de José Eduardo Moura da Silva, 41 anos, o Bandejão, um dos fundadores da facção criminosa, assassinado em maio, na Penitenciária Orlando Brando Felinto, em Iaras, no interior do Estado.

O juiz foi baleado e morto após deixar o fórum de Presidente Prudente. O carro em que ele estava, um Vectra, foi barrado por um Uno que, de acordo com a polícia, estaria sendo dirigido por Chocolate. Dias era responsável por 14 presídios na região de Prudente e pela transferência e concessão de benefícios aos detentos.