O delegado Benedito Carlos Quiodeto, da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), de Franca, na região de Ribeirão Preto, encerrou o seu inquérito e indiciou a advogada Adriana Telini Pedro por associação ao tráfico. A advogada é acusada de ligação com o crime organizado.

Após gravações telefônicas autorizadas pela Justiça, em 2005, dois inquéritos foram abertos contra ela. O encerrado na Dise dizia respeito ao fato de Adriana ter tentado ajudar a filha de um presidiário a localizar uma porção de maconha. Um outro, concluído na Delegacia de Investigações Gerais (DIG), terminou também com o indiciamento de Adriana por formação de quadrilha. O delegado Wanir José da Silveira Júnior pediu, ainda, a sua prisão preventiva, mas o juiz da 1ª Vara Criminal, Luciano Franchi Lemes, ainda não se manifestou.

Na semana passada, o Tribunal de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), regional de Ribeirão Preto, suspendeu Adriana preventivamente, por ofender a dignidade da categoria. A suspensão, no entanto, não é definitiva e durará 90 dias. A advogada é suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Ela teria dado informações importantes sobre seus clientes aos bandidos da facção criminosa, que poderiam assaltá-los.