Os advogados da estudante Suzane Louise Von Richthofen, acusada de planejar o assassinato dos próprios pais, ocorrido em outubro de 2002, em São Paulo, protocolaram no Superior Tribunal de Justiça (STJ), pedido de habeas-corpus para que a jovem seja libertada. No pedido de liberdade provisória, os advogados alegam constrangimento ilegal por parte da Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Para o advogado, não há fundamento jurídico válido para a manutenção da estudante em cárcere provisório.

"Parece não ter sido à toa que a autoridade coatora tenha se restringido a manter a prisão da paciente apenas ‘implicitamente’. Sabia não possuir argumentos para sustentar a necessidade da prisão de maneira expressa", diz o requerimento. "A omissão, aliás, autoriza que se conteste o cárcere da paciente até mesmo sob a ótica da garantia constitucional das motivações judiciais." A prisão preventiva da estudante foi decretada em 19 de novembro de 2002. O crime foi praticado pelo namorado de Suzane e pelo irmão dele.