Os advogados do presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, disseram que as investigações darão os esclarecimentos suficientes para provar que Meirelles não cometeu os crimes de que é suspeito.

Segundo eles, o despacho do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, é "correto e equilibrado". A autorização diz respeito à requisição de relatórios, dossiês e documentos para a Receita Federal, o BC, o Primeiro Conselho de Contribuintes e a Delegacia da Receita de São Paulo, com o objetivo de investigar supostos crimes de remessa ilegal de dinheiro, sonegação fiscal e eleitoral.

Os advogados vão entrar com uma representação na próxima semana, na Corregedoria do Ministério Público, para apurar a responsabilidade pelo vazamento de informações pessoais de Meirelles.

Segundo Cláudio Fruet, do escritório Caputo, Bastos e Fruet, de Brasília, na fase do processo administrativo, anterior ao pedido de investigação pelo Ministério Público, foram divulgados documentos como testamento, fac-símile com assinatura e a evolução patrimonial do presidente do Banco Central.