Robson Egídio Lopes, um dos dos donos da RJC-Defesa Aárea Espacial, empresa que fornece granadas para as Forças Armadas Brasiliera, esteve hoje à tarde no Parque de Material Bélico da Aeronáutica, localizada na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, para explicar a venda do armanento, que é de uso exclusivo das Forças Armadas.

Na semana passada, a polícia encontrou em uma favela do Rio cerca de 160 granadas em poder de traficantes de drogas. Robson Egidio confirmou aos jornalistas que em 96 e 98 vendeu um lote de 1.500 granadas à Aeronáutica. Acrescentou que a legislação brasileira proíbe que um mesmo lote seja vendido para mais de um cliente, o que faz supor que as granadas encontradas em poder dos traficantes tenham sido desviadas do arsenal da Aeronáutica.

Em Brasília, o Ministério da Aeronáutica divulgou uma nota dizendo desconhecer qualquer desvio, roubo ou furto de granadas nas unidades onde elas são armazenadas. A nota informa, ainda, que o Ministério já determinou a recontagem de todo o estoque de granadas da corporação. O Comando da Aeronáutica já abriu um inquérito policial militar para investigar e a investigação será sigilosa
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