O candidato da coligação PSDB-PFL à Presidência da República, Geraldo Alckmin, disse hoje, em entrevista às emissoras da rede Bandeirantes de rádio, que não está preocupado com a queda que vem registrando nas mais recentes pesquisas de intenção de voto, aliada ao crescimento de seu maior adversário neste pleito, o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Se é uma coisa que não me preocupo, é com pesquisas", considerou.

O tucano voltou a dizer que o eleitor ainda não está sintonizado com o pleito deste ano e que isso só vai acontecer após o início dos debates e do início do horário gratuito no rádio e na televisão, na próxima terça-feira (dia 15). Questionado sobre o crescimento da candidata do P-SOL à Presidência, senadora Heloísa Helena (AL), ele disse apenas: "Acho bom que a Heloísa Helena cresça", e voltou a falar na confiança de que o eleitor levará as eleições presidenciais deste ano para o segundo turno. "Minha tarefa é ir para o segundo turno e eu acho que esta é a tendência do eleitor.

O candidato falou também que no decorrer dos programas de rádio e televisão do horário gratuito a tendência é que ocorra uma "equalização nas diferenças apontadas atualmente nas pesquisas de intenção de voto e uma diminuição nas diferenças regionais". Por este raciocínio, ele acredita que o presidente Lula deverá perder pontos no Nordeste, onde de acordo com as atuais mostra, lidera com folga a corrida presidencial com uma vantagem de cerca de 18 milhões de votos.

Indagado sobre a estratégia de sua campanha para reduzir a vantagem do presidente Lula na corrida presidencial, Alckmin disse que vai focar nas propostas. "Nossa campanha é propositiva e a hora em que a informação chegar ao eleitor, o quadro vai mudar", emendou. Ele disse também que sua campanha apresentou "o melhor projeto de desenvolvimento para o Nordeste", incluindo todas as áreas, inclusive a social.