O candidato da coligação PSDB-PFL à Presidência da República, Geraldo Alckmin, disse hoje que não viu a entrevista do adversário e candidato à reeleição pelo PT, presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ontem ao Jornal Nacional, mas ficou sabendo das gafes cometidas por ele ao dizer que "combateu a ética" e que "o salário caiu". Após entrevista concedida hoje à Rede Bandeirantes, Alckmin destacou: "Eu, para ser sincero, não vi (a entrevista de Lula ao JN). Agora, fui informado. E acho que ele falou o que é verdade mesmo. Combateu a ética.

Além de alfinetar o adversário, o tucano disse que não é contrário a entrevista fortes, numa referência à sua própria entrevista ao Jornal Nacional, na segunda-feira desta semana, considerada muito dura por seus correligionários. "Eu não sou contra essa coisa de entrevista forte. Eu sou da seguinte tese. É isso mesmo, você tem de crescer na adversidade. Essa é a beleza da democracia. Vida pública é isso.

Na avaliação de Alckmin, a contradição no presidente Lula é algo "permanente". Mesmo com a afirmação de que não viu a entrevista do adversário petista, o candidato da coligação PSDB-PFL à presidência da República citou "a contradição" na saída do ex-ministro da Casa Civil e ex-deputado José Dirceu. "Uma hora é amigo, (em outra) pediu demissão. Outra hora foi demitido", destacou, citando que o presidente Lula também entrou em contradição ao falar do presidente do Sebrae, Paulo Okamoto.