Brasília – O presidente da Câmara, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), informou hoje (15) que a lista contendo nomes de parlamentares citados no depoimento à Polícia Federal da ex-assessora do Ministério da Saúde Maria da Penha Lino, continuará sob a guarda da Corregedoria-Geral da Casa, até que sejam feitas as investigações.

"Como a lista não veio acompanhada de qualquer investigação, nem policial nem do Ministério Público, ela vai ficar sob a guarda do corregedor, deputado Ciro Nogueira (PP-PI), que acompanhará as investigações resultantes do depoimento", disse.

Aldo Rebelo lembrou que no caso da primeira lista enviada à Câmara, abriu "procedimentos" porque ela estava acompanhada de provas colhidas nas investigações, como transcrições de diálogos e gravações. Em relação à nova lista, encaminhada na quinta-feira (11), disse que cabe à Casa esperar que as investigações sejam feitas e acompanhá-las.

Sobre o vazamento de informações envolvendo nomes de parlamentares ligados às denúncias de compra de ambulâncias superfaturadas, a chamada Operação Sanguessuga, Aldo informou que cabe à Procuradoria da Câmara adotar as medidas cabíveis "caso a caso". Ele destacou que "não são inicialente contra um ou outro, porque não há sequer a identificação de onde os nomes de pessoas que não têm responsabilidade apareceram". E acrescentou: "A Procuradoria é que vai formar juízo de valores sobre procedimentos a adotar".

Amanhã (16), a comissão de sindicância da Corregedoria começará a tomar os primeiros depoimentos. O do delegado da Polícia Federal Tardelli Boaventura, que comandou as investigações, está marcado para as 10h30. A comissão também espera colher amanhã o depoimento do procurador Paulo Gomes Ferreira Filho, designado pelo Ministério Público para acompanhar o caso.