Denunciado pela Procuradoria Geral da República por envolvimento em suposto esquema de venda de sentenças judiciais, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Paulo Medina planeja pedir afastamento de suas funções. Uma das hipóteses mais prováveis é que ele se aposente. Nesse caso, com 39 anos de magistratura, deve receber o equivalente ao salário bruto atual, de R$ 23,2 mil mensais. Medina está em licença médica de 28 dias, também remunerada, que vence em 18 de maio.

Um ministro do STJ recebe, segundo a assessoria do tribunal, R$ 23,2 mil, ou 95% dos vencimentos de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Juiz desde 1968, Medina, que também foi desembargador em Minas Gerais, já teria direito a aposentadoria integral no STJ, onde está desde junho de 2001.

Atualmente, Medina trabalha na defesa que apresentará no próximo dia 7 ao STF, que analisa se aceitará a denúncia do Ministério Público contra o ministro e três outros magistrados, um procurador regional da República e o advogado Virgílio Medina, irmão do ministro. Nesta semana, ele também deve se tornar alvo de sindicância interna do STJ sobre o suposto envolvimento do ministro com a venda de sentenças.