A Agência Nacional de Avião Civil (Anac) informou que os problemas no espaço aéreo foram solucionados e os atrasos nos principais aeroportos do País ainda são reflexos das interrupções de ontem. Às 9h45 de hoje, a página na internet da Infraero (Empresa Brasileira de Administração Aeroportuária) contabilizava 51 atrasos em aeroportos de Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Ontem, uma pane nos equipamentos de rádio que fazem a comunicação entre o Cindacta-1, de Brasília, e os aviões monitorados por esse setor provocou o maior apagão no tráfego aéreo do País.

No Aeroporto Presidente Juscelino Kubitschek, em Brasília, oito pousos e três decolagens estavam atrasados. Mais de dez vôos já foram cancelados esta manhã. Para protestar, os passageiros realizam um "apitaço" no saguão de espera. Uma estimativa aponta que há mais de mil pessoas entre o salão de embarque e área do check-in.

Em São Paulo, sete pousos de companhias nacionais seguiam fora do horário programado no Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital. As partidas ocorrem com atrasos de uma a duas horas. O Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, contabilizava oito pousos com atrasos, sendo um deles internacional, e cinco partidas de vôos domésticos. Apenas dois vôos cancelados.

O Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio, registrava 14 chegadas, duas delas internacionais, e seis partidas com atrasos. O vôo 802 da companhia Pluna, com destino a Madrid, na Espanha, deveria ter decolado às 23h50 de ontem e foi remarcado para 12 horas de hoje. No Aeroporto Santos Dumont, também no Rio não havia atrasos ou cancelamentos.