O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Rogelio Golfarb, estima que o setor automotivo deve fechar 2006 com vendas internas 11,6% maiores em relação ao ano anterior, totalizando 1,9 milhão de veículos novos. O resultado, se confirmado, ficará acima da expectativa inicial da Anfavea, que era de crescimento de 7,1% das vendas no País este ano. A entidade trabalha com uma expectativa de vendas de 190 mil veículos para dezembro, quantidade 4% maior do que em novembro, e 3,5% superior a igual período do ano passado.

Em relação às exportações, a associação projeta um aumento de 8% em 2006, para US$ 12,1 bilhões, cifra recorde na história do setor. Em volume físico, as vendas externas devem registrar queda de 5,2%, para 850 mil unidades. Para dezembro, a entidade projeta exportações de US$ 1 bilhão, valor 3% maior do que em novembro, e 11,6% superior a dezembro de 2005.

A expectativa da Anfavea é de que a produção total do segmento cresça 4% em 2006, para 2,63 milhões de unidades, outro recorde do setor. A previsão inicial da entidade era de crescimento da produção de 4,5%. A expectativa é de que a produção no ultimo mês do ano totalize 200 mil unidades, volume 9,6% menor do que o de novembro, e 3% inferior ao de dezembro de 2005.

A Anfavea projeta ainda vendas internas totais em 2006 de 25,5 mil máquinas agrícolas, o que representa um aumento de 9,9% em relação ao ano anterior.

2007

O presidente da Anfavea estima um crescimento de 7,7% nas vendas internas de automóveis em 2007, para 2,06 milhões de unidades. Para as exportações, a projeção é de estabilidade em US$ 12,1 bilhões. A expectativa inicial é de uma queda de 2,4% nas vendas externas em volume. Para produção, a entidade projeta uma evolução de 3,8% no próximo ano, para 2,73 milhões de unidades.

O executivo estima também um crescimento de 13,7% nas vendas internas de máquinas agrícolas, para 29 mil unidades. Segundo Golfarb, a exemplo de 2006, o mercado interno deverá continuar puxando crescimento do setor. "A motivação continua sendo a redução da taxa de juros e o aumento dos prazos de financiamento", avaliou.

A entidade trabalha com uma previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,5% para 2007. Para taxa Selic (juro básico da economia), a expectativa é de fechar o ano com uma taxa de 12% ao ano, enquanto a inflação deverá ser de 4,10%. Em relação ao câmbio, a Anfavea projeta uma taxa de R$ 2,21 por dólar.