Brasília – O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, aceitou hoje (3) a demissão do presidente da Casa da Moeda, Manoel Severino dos Santos, que havia colocado o cargo à disposição, de acordo com informação da assessoria de Imprensa do ministério.

Em nota distribuída à tarde, Santos negou a informação dada em depoimento à Polícia Federal, nesta semana, pela diretora-financeira da SMP&B, Simone Vasconcelos, de que ele teria recebido R$ 2,6 milhões da agência. A SMP&B tinha como um dos sócios o empresário Marcos Valério, acusado de ser o operador do suposto esquema de pagamento de mesada a parlamentares, o "mensalão".

Santos afirma na nota que "nunca esteve em qualquer agência do Banco Rural". E que "a Casa da Moeda do Brasil não firmou e não tem contrato com qualquer empresa que tenha contribuído para a campanha eleitoral de 2002 no Estado do Rio de Janeiro, da qual fui um dos coordenadores".

Segundo Santos, "a administração da Casa da Moeda é inequìvocamente transparente e aberta ao controle da sociedade, cujos atos e contratos encontram-se sob a análise do Tribunal de Contas da União. Entretanto, tendo em vista a difusão de notícias questionando alguns procedimentos administrativos da Casa da Moeda, na qualidade de presidente da empresa, tomei a iniciativa de solicitar por meio do Ofício Nº 195/2005 à Controladoria Geral da União – CGU, na data de 28 de julho de 2005, sob o Protocolo Nº 00190.015943/2005-60, análise especial de todos os atos por mim praticados, desde o início de minha gestão, em 22 de maio de 2003, até os dias de hoje, com destaque para os processos envolvendo concorrência pública de contratação de serviços de manutenção predial e contratos com a Sicpa Brasil e a Arjo Wiggins, respectivamente empresas fornecedoras de tintas e de papéis fiduciários para a Casa da Moeda".