Outra marca de camisinha é alvo dos falsificadores. Desta vez, a cópia é do preservativo Olla, produzido pela Indústria Nacional de Artefatos de Látex (Inal). A Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) informou a irregularidade à Anvisa, que está recolhendo o produto em todo o país. A ABCF suspeita que a cópia comercializada no Brasil (descrição abaixo) venha do Paraguai. O lote falsificado pode ser identificado pelo nº 210102-M3, que na verdade pertence a outro preservativo produzido regularmente pela Inal, o Lovetex aromatizado Uva.

As vigilâncias sanitárias estaduais já receberam as orientações da Anvisa para que sejam rigorosas na fiscalização dos locais que vendem os produtos falsificados, devendo fechar o estabelecimento que comercializá-los. A camisinha Olla não faz parte do programa de distribuição de preservativos do Ministério da Saúde.

As camisinhas falsificadas são vendidas sem nota fiscal, a preços bem mais baratos que a verdadeira. As vigilâncias que encontrarem o produto terão de comunicar a Polícia Civil para que seja feita investigação. O caso também foi comunicado ao Instituto Nacional de Metrologia (InMetro), Polícia Federal, Receita Federal e Instituto de Pesos de Medidas de Minas Gerais (Ipem).
A Anvisa alerta que a aquisição de produto falsificado deve ser evitada. Além de não ter a qualidade garantida pelo fabricante do original, o preservativo pode oferecer risco à saúde do consumidor.

As cópias são muito parecidas com a camisinha verdadeira. As diferenças são: a embalagem externa do produto falsificado é mais larga que a original, tem letras impressas na cor dourado escuro e todos os selos de aprovação impressos no canto direito enquanto a verdadeira é impressa no tom dourado claro, com dois selos de aprovação de cada lado. A falsificada tem abas inferior e superior cortadas em zig zag e a original tem as abas lisas. A costura da embalagem da falsa não é colada nas extremidades. Além disso, a embalagem externa traz a frase com erro de português: “Não ”fracionareste” embalagem”.

O processo de falsificação da camisinha Olla foi descoberto em agosto, quando um consumidor que comprou o produto em um supermercado informou a empresa Inal que a camisinha do lote adulterado havia rompido. A partir dos dados que se revelaram incorretos, a empresa chegou à falsificação. Por enquanto, foram encontradas amostras somente na cidade de Mariana (MG) e nas cidades paulistas de Penápolis e Ourinhos, totalizando quase mil camisinhas falsificadas.

As imagens das camisinhas verdadeira e falsa estão no site da Anvisa www.anvisa.gov.br. Os consumidores que encontrarem ou tiverem em casa esses produtos devem encaminhá-los às vigilâncias sanitárias locais. As denúncias podem ser feitas pelo Disque Saúde (0800 61 1997) ou pelo e-mail ouvidoria@anvisa.gov.br.  Todos os produtos devem ser retirados imediatamente dos postos de venda. Os revendedores que não cumprirem a determinação poderão receber notificação e multas que variam de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão.