Na avaliação positiva de um ano de Fome Zero, vitrine do seu primeiro ano de governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira, sem citar os Estados Unidos, que “os países ricos, quando doam alimentos, o fazem para proteger sua própria produção agrícola”.

“Os países ricos falam em dar dinheiro. A experiência de dar alimento em espécie não tem sido boa em vários países do mundo. Mas os países ricos quando falam em dar alimento, nós precisamos tomar cuidado. Muita vezes pode ser mais para ajudá-los, com a sua produção agrícola, do que ajudar os famintos”, declarou.

Lula citou também o recente encontro com o presidente da França, Jacques Chirac, quando sugeriu a taxação da venda de armas e sugeriu, ao invés, de doação de alimentos, financiamento internacional para agricultores de países pobres. “Eu disse ao presidente Chirac que, ao invés de se dar alimento ao outro país, seria melhor dar financiamento para que os pequenos agricultores daquele país pudessem plantar”.

Para Lula, “o combate à fome está intimamente ligado ao desenvolvimento, ao crescimento econômico e à distribuição de renda”. O presidente prometeu também que o Fome Zero vai atender 11 milhões de famílias até o fim de seu mandato “Nós vamos chegar lá. Vamos chegar lá porque é determinação do governo, porque a sociedade está trabalhando e porque não estamos sozinhos nessa luta. Neste ano nós vamos continuar com a nosso peregrinação. Um dia as coisas acontecem”, afirmou. (FolhaNews)