O clima entre passageiros e funcionários das empresas aéreas nesta madrugada no Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, era de tranqüilidade após um dia de caos em quatro dos principais aeroportos do País. Uma falha no sistema de comunicação de rádio do Cindacta -1, em Brasília, fez com que pousos e decolagens fossem suspensos por duas vezes ontem em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal.

Até a meia-noite, o movimento de passageiros em Congonhas era intenso. Com o anúncio nos alto-falantes do aeroporto, às 20h40, de que nenhum avião com horário posterior às 19 horas decolaria, formaram-se grandes filas, principalmente nas empresas TAM e Gol para remarcação de passagens.

A partir do início da madrugada, a maioria destas pessoas começou a ser encaminhada para hotéis. Por volta das 4 horas, o que se via em Congonhas eram passageiros se acomodando nas cadeiras e no chão do saguão do aeroporto, dormindo como podiam.

"Tem que dormir aqui, porque não deram hotel, não tem vaga, não tem nada, disse Jussara de Lima, de 43 anos, professora que estava com seus dois filhos, de 10 e 4 anos, dormindo no chão do aeroporto.

A situação em Congonhas pode voltar a ficar complicada a partir das 6h30 desta manhã, pois haverá o acúmulo de passageiros, que deveriam ter embarcado ontem e remarcaram vôos para manhã de hoje, e de pessoas que já estão com vôos pré-agendados, conforme os bilhetes comprados.

Já no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos, às 4h50 desta madrugada eram registrados atrasos em cinco chegadas, uma delas de uma aeronave da Gol, de vôo 1661, partindo de Recife, que deveria ter pousado às 23h45, mas até às 4h30 ainda não havia chegado. Em relação às decolagens, havia o registro apenas de dois vôos em atraso, um da TAM com destino a Cuiabá(MT), e outro da Varig, que seguirá para Buenos Aires.