Brasília – A Confederação Nacional da Indústria (CNI) anunciou que irá reduzir as estimativas de desempenho da economia para o ano de 2006. A previsão de crescimento era de 3,7% mas, segundo nota divulgada pela confederação, deve ficar em torno de 2,5% a 3%. A CNI revisa os indicadores de PIB e PIB industrial trimestralmente, nos meses de março, junho setembro e dezembro.

A decisão foi tomada após o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciar que o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre teve alta de 1,2% na comparação com o período anterior. O crescimento foi menor que o do período anterior, 3,3%.

O total de riquezas produzidas pela indústria de transformação caiu 0,4% de abril a junho, na comparação com o mesmo período do ano passado. Com a queda, a indústria deixou de puxar o crescimento do PIB. Em 2005 e no início deste ano, a indústria foi o setor que mais cresceu na economia brasileira. Os resultados positivos puxaram o crescimento geral da economia, melhores que os do segundo trimestre deste ano.

Mesmo com a queda no último período, o setor industrial ainda é o responsável pela maior contribuição para o PIB no acumulado do ano, que está em 2,2%. Considerando todo o setor industrial, houve pequena alta, de 0,5%, mantida pela áreas de construção e mineração. As informações constam da Contas Nacionais Trimestrais divulgadas nesta quinta-feira (31) pelo IBGE.