A reunião da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) programada para 9h30, ainda não tinha começado ao meio-dia por causa de uma polêmica participação de integrantes do Greenpeace no encontro. Policiais foram chamados, o deputado Ivan Valente (PSOL-SP) foi ao local da reunião e o presidente da CTNBio, Walter Colli, chegou a ameaçar renunciar ao cargo

Há uma semana, o Greenpeace fez uma solicitação formal à CTNBio para acompanhar a sessão de hoje – dia em que teoricamente seria votada a liberação comercial de uma variedade de milho transgênico. Como não houve resposta da Comissão, dois advogados do movimento foram ao local e, com o auxílio da representante do Ministério Público na CTNBio, Maria Soares Cardiorio, ingressaram na reunião. A justificativa foi de que o regimento da CTNBio permite o acompanhamento de terceiros

A sessão não foi aberta e a polícia foi chamada. Policiais militares chegaram a ingressar no auditório, mas depois saíram do local e ficaram aguardando uma posição do lado de fora do prédio. O presidente da CTNBio chegou a sugerir que a reunião fosse realizada em outro local, para evitar a presença dos integrantes do Greenpeace, mas quando os membros da comissão estavam a caminho dos seus carros, foram alertados de que uma reunião secreta não teria validade. Assim, retornaram ao auditório. Circulou a informação de que Colli estaria falando com o ministro de Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, por telefone, para tentar encontrar uma solução