Brasília ? Os líderes dos partidos na Câmara dos Deputados decidiram votar o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que determina o fim do pagamento de salários extras no período de convocação, durante reunião com o presidente da Casa, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP). "Vejo uma mudança. Mudam-se os tempos, mudam-se as verdades", afirmou Aldo.

Além do PDL, os parlamentares concordaram em votar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz o recesso parlamentar de 90 dias. A mudança pode instituir o prazo de 45 dias para o recesso. A sessão plenária que votará as duas propostas começou há pouco na Câmara.

O líder da oposição, deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA), reagiu favoravelmente ao acordo. "O recesso, extenso como era, não tinha cabimento. Mas o mais importante é o não-pagamento de nenhuma sessão extraordinária", opinou.

Caso a redução do recesso seja aprovada, os trabalhos no Congresso serão suspensos de 30 de dezembro a 30 de janeiro e de 15 a 30 de julho. "Além disso, não se encerraria o ano sem a votação do Orçamento e só teríamos convocação mediante aprovação de metade mais um do número de parlamentares", explicou o líder do PT na Câmara, Henrique Fontana (RS).

Para o relator do PDL, deputado Inocêncio Oliveira (PL-PE), a aprovação da proposta acaba definitivamente com pagamentos extras na convocação extraordinária. "Não há pagamento em qualquer forma e isso inclui, também, os servidores da Casa", explicou.

"Vamos tentar votar tudo hoje e acredito que a grande maioria dos parlamentares votará pela aprovação do projeto", explicou o líder do PSB, Renato Casagrande (ES).