Nascidas unidas pelo abdome, as gêmeas Mariana de Fátima e Vitória Aparecida, de um ano e nove meses, foram submetidas a cirurgias de separação na Santa Casa de Belo Horizonte. Nesta segunda-feira (30), o hospital divulgou o primeiro boletim médico desde a segunda e definitiva operação, realizada no sábado. A equipe responsável pela separação estima que elas devam permanecer pelo menos mais dois meses no Centro de Tratamento Intensivo (CTI).

Conforme o comunicado assinado pelo coordenador do CTI Infantil, Júlio César Amorim Sena, as gêmeas "xifoonfalésquiopagas" (unidas pelo apêndice-xifóide, abdome e bacia) atingiram a 36ª hora de pós-operatório "evoluindo com instabilidade hemodinâmica". Elas eram mantidas com sedativos. As meninas também respiravam com o auxílio de aparelhos e recebiam medicação para o sistema cardiovascular.

Mariana e Vitória nasceram no dia 17 de julho de 2005 com 5,1 quilos no Hospital Odilon Behrens, também na capital mineira. Logo após o parto, elas foram levadas para a Santa Casa e desde então passaram a viver no CTI Infantil.

De origem humilde, os pais das crianças, Daniele Kelly Conceição Santos e Emerson Fernandes Costa, possuem outras duas filhas gêmeas, de 10 anos, e um menino de oito anos.

Enquanto viviam na CTI do hospital, as meninas foram submetidas a uma sucessão de exames, cujos resultados levaram a equipe médica a concluir pela possibilidade de separação. A primeira intervenção cirúrgica foi realizada no último dia 23 e durou oito horas. No sábado, o procedimento definitivo de separação demandou 16 horas de trabalho e envolveu 21 médicos de diversas áreas. Antes da cirurgia elas pesavam juntas 19 quilos.