Um dos diretores da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos (Fentect), Golberi Valoria, assegura que a população terá um "prejuízo mínimo" com a greve dos servidores, que já dura seis dias. De acordo com ele, as postagens de emergência ? como entrega de remédios e pagamento de aposentados ? têm prioridade.

"Estamos garantindo o mínimo necessário de atendimento em todos os estados para não prejudicar a população. Garantimos a entrega de remédios, pagamento de pensionistas e aposentados. Estamos fazendo tudo para a população não sofrer prejuízos", ressalta.

Já o envio de cartas comuns está atrasado, em média, um dia. "De capital para capital, o prazo usual é de um a dois dias. Da capital para o interior, é de dois a três dias. Com a greve, aumentamos os prazos em um dia", relata. Valoria acentua que os serviços de Sedex estão mantidos na "quantidade mínima necessária".

A assessoria de imprensa dos Correios afirma que, durante o fim de semana, os funcionários que não aderiram à paralisação "trabalharam arduamente" para não atrasar a entrega dos objetos. "Temos apenas seis a sete milhões de objetos em atraso", relata o assessor do órgão, Fausto Willer. De acordo com ele, a adesão ao movimento é de 9,44%. Já Valoria argumenta que os grevistas já somam 70% dos 108 mil funcionários da empresa.

O presidente do Tribunal Superior de Trabalho (TST), ministro Vantuil Abdala, propôs, na sexta-feira, o pagamento de um abono linear de R$ 800 aos 108 mil funcionários da empresa, 8,5% de reajuste salarial retroativo a 1º de agosto e outro acréscimo de 3,61% em fevereiro do próximo ano. Os grevistas não concordaram e aguardam uma nova proposta do TST.