O secretário sindical do PT, João Felício, disse hoje que vê com bons olhos, diante da atual crise política, uma aproximação ainda maior do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com movimentos sociais e sindicais. Segundo ele, alguns setores da "elite" brasileira já estão orquestrando uma estratégia para cassar o mandato do presidente, e a presença junto às bases sindicais serve como ferramenta para evitar o problema.

"Tem muita gente com mãos sujas que está falando em impeachment neste momento", afirmou Felício. "Se houve por parte do presidente uma certa preocupação com estes setores conservadores da sociedade que pretendem cassá-lo e, portanto, ele está buscando apoio na sociedade brasileira para que isso não ocorra, eu acho isso muito positivo", acrescentou. Ele insistiu que isso não significa que o presidente estaria virando as costas para a corrupção.

Apesar de defender uma aproximação maior entre Lula e os movimentos sociais, Felício ressaltou que não acredita que a intensa agenda do presidente no último final de semana representa uma postura diferente do usual. "O Lula sempre participou de atos, sempre participou de aberturas de congressos sempre participou da posse da diretoria de seu sindicato, que é o sindicato dos metalúrgicos do ABC", disse Felício, lembrando que ele mesmo e Lula estiveram há cerca de 15 dias em Brasília para participar de um ato promovido por mais de mil sindicalistas. "Portanto, eu não estou vendo uma mudança de estratégia", concluiu Felício.