A Argentina deverá comprar ônibus e silos produzidos por indústrias do Paraná. Os negócios, que envolvem ainda outros produtos, podem chegar a US$ 10 milhões e foram anunciados ontem ao governador Roberto Requião pelo cônsul-geral do Brasil em Córdoba, Paulo Alberto da Silveira Soares.

Segundo o relato feito pelo cônsul, a compra é resultado de entendimentos mantidos pela missão comercial realizada por 30 empresários do Paraná na semana passada em Córdoba, a segunda província economicamente mais forte da Argentina.

Os ônibus estão sendo negociados com a empresa Mascarello, de Cascavel. A montadora, inaugurada este ano espera vender cerca de 600 veículos para os argentinos. A compra deverá ser feita pela empresa Ciudad de Córdoba, a maior do setor de transportes coletivos do interior da Argentina.

Já os silos vão ser vendidos pela Comil, empresa também sediada em Cascavel e pertencente ao mesmo grupo da Mascarello. O interesse partiu da Cerealista Gribaudo Piatti, que já encomendou unidades com capacidade de armazenar 1.500 toneladas de grãos cada. A Comil tem larga tradição da fabricação de silos. Entre seus clientes, estão empresas do Paraguai, Bolívia, Chile, Peru, além da própria Argentina. Na semana que vem, a empresa estará exportando 12 contêineres com seus produtos, avaliados em US$ 500 mil, para o maior frigorífico do Peru

Minérios

Além do interesse na compra de ônibus e silos, a missão comercial do Paraná -chefiada pelo secretário da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Luís Guilherme Mussi – obteve acordo para a criação de um grupo de trabalho visando a expansão permanente do intercâmbio comercial entre Córdoba e o Paraná. O intercâmbio envolverá também cooperação em pesquisa e desenvolvimento.

O cônsul Paulo Alberto Silveira Soares se revela otimista com os entendimentos. “A percepção de tive da missão é que, além de negócios a curto prazo, começa a se delinear uma fecunda cooperação para o contínuo intercâmbio entre o Paraná e Córdoba que se constituirá num paradigma para o fortalecimento do Mercosul.”