Brasília ? A arrecadação de impostos e contribuições administrados pela Receita Federal somou R$ 28,725 bilhões no mês de maio, com redução de 17,85% na comparação com abril deste ano e crescimento real de 2,82% na comparação com o mesmo mês do ano passado, descontada a inflação do período, pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Somada a arrecadação previdenciária no mês, no valor de R$ 10,266 bilhões, o total de tributos recolhidos pela União chegou a R$ 38,991 bilhões em maio, com redução de 13,16% em relação à arrecadação total de abril, embora a Previdência tenha recolhido 3,40% a mais na comparação maio-abril.

Os números foram divulgados hoje (22) pelo secretário-adjunto da Receita, Ricardo Pinheiro. Segundo ele, a diferença a menor é resultado da maior concentração de pagamentos do Imposto de Renda no mês de abril, quando muita gente recolhe o imposto devido em uma única vez, principalmente os valores menores, que não são passíveis de parcelamento.

O secretário disse também que as recentes desonerações fiscais promovidas pelo governo deverão acarretar redução de arrecadação em torno de R$ 9 bilhões este ano.

Por essa razão, os recolhimentos de Imposto de Renda, que haviam atingido R$ 12,928 bilhões em abril, somaram só R$ 9,450 bilhões em maio, com redução de R$ 3,478 bilhões (menos 26,90%). Mas, retirando-se a questão sazonal, quando se trata de períodos de apuração diferentes, Ricardo Pinheiro disse que a arrecadação de maio "foi dentro do esperado", com aumento de 8,21% no recolhimento de Imposto de Renda.

No ano, a arrecadação total soma R$ 154,344 bilhões, com crescimento nominal de 22,45%, comparado aos R$ 143,032 bilhões recolhidos com impostos e contribuições federais de janeiro a maio do ano passado, com destaque para os aumentos de arrecadação no Imposto de Renda (+10,83%), Imposto sobre Operações Financeiras (+9,85%), Contribuição para o PIS/Pasep (+11,54%) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (+9,33%).

O desempenho da arrecadação do Imposto sobre Produto Industrial (IPI) manteve o mesmo patamar no ano, em relação ao mesmo período de 2005. Atingiu recolhimentos de R$ 10,672 bilhões de janeiro a maio, com crescimento de 2,18%, e pequenas oscilações nas diferentes contas. As maiores altas se deram no recolhimento de IPI sobre automóveis, bebidas e importações.