O programa de reinserção de presos na sociedade rendeu voto de louvor e congratulações da Assembléia Legislativa ao diretor da Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu, Alexandre Calixto da Silva.

A solicitação do deputado estadual Dobrandino da Silva, líder do Governo na AL, foi aprovada, nesta quarta-feira, por unanimidade. Os votos serão encaminhados ao secretário da Justiça, Aldo Parzianello, responsável pelo sistema penitenciário no Paraná.

A atuação de Calixto, segundo Dobrandino, é determinante na ressocialização dos presos. A penitenciária tem 548 internos e a reincidência em crimes é de apenas 4%, dos 404 presos que já deixaram à unidade. O deputado lembrou que a média nacional de reincidência é de 50%.

?Os projetos desenvolvidos fazem com que os detentos tenham o tempo preenchido com atividades que contribuem para aumentar sua auto-estima e valorização?, observa Dobrandino. ?Os internos têm a chance de aprender uma atividade profissional, além de melhorar a qualidade de vida?, completou.

Dobrandino destacou os projetos desenvolvidos na penitenciária e citou o apoio aos familiares dos detentos e os projetos de educação ? alfabetização, ensinos fundamental e médio e cursos profissionalizantes. ?São programas que contribuem para que os detentos retornem à sociedade de uma maneira mais digna?, ressaltou.

Produtos

Trinta internos, por exemplo, trabalham na reforma das carteiras escolares das redes municipal e estadual de ensino em Foz do Iguaçu. Do Governo do Estado, eles recebem material, equipamentos e salários de R$ 42,00, além da redução de um dia na pena de reclusão a cada três dias trabalhados. Uma primeira leva de 150 carteiras reformadas já foi entregue. Em média, são reformadas 60 carteiras por dia.

Nesse projeto, de utilização de mão-de-obra, a direção da penitenciária abriu seis canteiros de trabalho que utilizam 180 internos. Num dos canteiros é fabricado o tesômetro ? um aparelho para aliviar tensões ? que está sendo exportado para França. São produzidos 2,5 mil aparelhos por dia. A maior parte da produção abastece o mercado interno.

Os internos trabalham ainda na confecção de bolas, adereços de natal, produção têxtil e de próteses dentárias e participam de programas de apoios ? alcoólicos anônimos, narcóticos anônimos, prevenção a DST?s/Aids ? e de campeonatos de dominó, futebol e xadrez.