A ata do Copom, divulgada há pouco pelo Banco Central, reafirma o diagnóstico das últimas reuniões "de que os resultados recentes da inflação, bem como as projeções de inflação realizadas pelo Banco Central e pelos analistas do setor privado, sugerem que, além de conter as pressões inflacionárias de curto prazo, a postura de política monetária adotada desde setembro de 2004 tem contribuído de maneira importante para a consolidação de um ambiente macroeconômico cada vez mais favorável em horizontes mais longos".

Na avaliação do Copom, a atividade econômica deverá continuar em expansão, mas em ritmo condizente com as condições de oferta, de modo a não resultar em pressões significativas sobre a inflação. Também avalia que o cenário externo permanece favorável, particularmente no que diz respeito às perspectivas de financiamento para a economia brasileira.

"Mesmo que os preços internacionais do petróleo se mantenham nos níveis elevados dos últimos meses, o recente reajuste do preço doméstico da gasolina reduziu um foco de incerteza importante na construção de cenários para a evolução dos preços em 2005 e, principalmente, em 2006", diz a ata do Copom. Para o BC, continua se configurando, de maneira cada vez mais definida, um cenário benigno para a evolução da inflação. O Copom volta a enfatizar, como fez na reunião de agosto, que o principal desafio da política monetária nesse contexto é garantir a consolidação "dos desenvolvimentos favoráveis que se antecipam para o futuro".