Uma série de atentados na zona leste de Bagdá, entre eles um contra um popular mercado, matou pelo menos 43 pessoas e deixou mais de 125 feridos, apenas meia hora depois de o primeiro-ministro Nouri al-Maliki anunciar que tropas iraquianas estavam preparadas para assumir a segurança em uma segunda província no Iraque. Também nesta quinta-feira (31), o Comando Central dos EUA anunciou a morte de um soldado americano numa explosão na província de Anbar.

A região leste predominantemente xiita da capital foi atingida por dois atentados com carro-bomba – um contra o mercado e o outro numa rua a três quilômetros de distância -, quatro disparos de morteiro em duas localidades, dois foguetes em dois locais, a explosão de uma bomba em uma rua e outra em um prédio, segundo a polícia. Os mortos e feridos foram levados para dois hospitais, e não ficou imediatamente claro quantas eram as vítimas de cada ataque.

Há uma semana Bagdá é palco de violentos atentados que já deixaram centenas de iraquianos mortos, apesar de oficiais dos EUA garantirem que a capital iraquiana está mais segura depois do lançamento de uma grande operação de repressão.

Mais cedo hoje, um ataque suicida com carro-bomba matou duas pessoas e uma explosão na passagem de um comboio da Embaixada britânica deixou dois pedestres feridos.

Numa reunião ministerial hoje, o premier al-Maliki disse que as forças iraquianas irão assumir as responsabilidade de segurança na segunda das 18 províncias do Iraque – a sulista Dhi Qar. "Isso nos torna otimistas e orgulhosos porque conseguimos cumprir nossa promessa", afirmou. Os iraquianos receberam dos britânicos o controle da província sulista de Muthanna em julho.

"Neste ano testemunharemos a transferência de outras províncias e até o fim do ano, nossas forças de segurança assumirão a maioria das províncias iraquianas", prometeu.

A entrega do controle de territórios para os iraquianos é uma parte-chave da estratégia dos Estados Unidos para uma eventual retirada de tropas do país. A guerra no Iraque tem sido uma das questões mais discutidas na campanha eleitoral para as eleições congressuais de novembro nos EUA, e a caótica situação no país árabe tem prejudicado o desempenho dos candidatos do Partido Republicano, do presidente George W. Bush.