Walter Alves
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Torcida apoiou o time até o final.

"O sonho acabou". A frase do ex-beatle John Lennon resume bem o sentimento frustrado da nação atleticana ao não conseguir conquistar o bicampeonato brasileiro. Não que haja algum demérito em ser vice-campeão, longe disso. A campanha do Atlético nesse Campeonato Brasileiro foi brilhante e empolgou o torcedor rubro-negro. Mas um tropeço na reta final, principalmente contra o Grêmio, pôs fim às chances de colocar mais uma estrela amarela na sua camisa.

Os jogadores do Atlético sabiam da difícil missão que tinha pela frente. Além de derrotar o Botafogo, a equipe paranaense teria que torcer por um tropeço do Santos frente ao Vasco.

Mal a bola rola vem a informação de que o Santos já fazia 1 a 0 contra o time cruzmaltino. Desanimados, o time do Atlético tocava a bola sem objetividade, incomodando muito pouco o goleiro Jéferson. O empate servia ao time carioca, que jogava de forma mais cadenciada.

No primeiro tempo inteiro, apenas duas jogadas fizeram as torcidas se levantarem. A primeira veio com o Botafogo, num chute na trave de Alex Alves. A outra foi com Fernandinho, num chute por cima do gol de Jéferson.

Enquanto o jogo aqui permanecia amarrado, o Santos ampliava com Elano, dificultando ainda mais a vida do Atlético.

O segundo tempo começou mais agitado. O Atlético pressionava de todas as formas o Botafogo, que ia se segurando. Mas quem chegou mais perto do gol foi a "estrela solitária". Aos cinco minutos Valdo, que está se despedindo do futebol, fez uma bela jogada e tocou para Alex Alves, que pegou mal na bola e chutou pra fora. A resposta atleticana demorou e só veio aos 14 minutos e com o artilheiro do campeonato, Washington. O jogador conseguiu, embaixo da trave, chutar em cima de Jéferson. Enquanto o Atlético perdia esse gol, o Vasco diminuía a diferença com Marco Brito. O gol vascaíno deu mais gás ao rubro-negro, que jogava no campo do adversário. Aos 19 minutos Jadson, numa cobrança de falta, mandou a bola no travessão. Todavia, por ironia do destino, de tanto perder gol, o time paranaense foi castigado. Ricardinho passou como quis por seus marcadores e tocou na medida para Schwenck abrir o placar e silenciar a torcida do Atlético.

A ducha fria foi sentida pelo Furacão, que partiu desordenadamente pra cima do adversário, mas sem reais chances de empatar o duelo. Quando resolveu jogar de forma mais lúcida, o rubro-negro chegou ao gol com o Coração Valente, escorando de cabeça um cruzamento de Marcão.

Abatido, o Atlético não encontrou forças para virar o jogo, enquanto o Botafogo segurava um empate que o deixaria na primeira divisão em 2005. Enquanto isso, a torcida e os jogadores do rubro-negro já sabiam que o Santos havia vencido o Vasco e que conquistara o título brasileiro.

Após o apito final, a torcida do Atlético, em reconhecimento por sua excepcional campanha, aplaudiu de pé a sua equipe, reconhecendo seu grande valor, e comemorando a participação na Libertadores da América em 2005.