O Greenpeace reuniu nesta manhã cerca de 30 ativistas no Monumento às Bandeiras, uma obra do escultor Victor Brecheret, no Ibirapuera, na capital paulista, em um dos primeiros protestos do dia contra a visita do presidente norte-americano George W. Bush ao Brasil. Fantasiados de animais e personagens da vida cotidiana, como estudantes ou cozinheiros, os manifestantes ocuparam o barco do monumento, dizendo representar "Os refugiados do clima". Em uma faixa estendida sobre a escultura, os ativista do Greenpeace mandaram a seguinte mensagem a Lula e a Bush: "Etanol é pouco. Salvem o clima".

Segundo a coordenadora da campanha de clima e energia do Greenpeace, Rebeca Lerer, a idéia é pedir aos dois chefes de Estado que se comprometam a tomar medidas adicionais para combater o aquecimento global, além de um eventual acordo para produção de etanol. No Brasil, segundo ela, a principal demanda se refere a contenção do desmatamento da Amazônia que, de acordo com estimativas do Greenpeace, responde por 70% das emissões de gases estufa no País.

Os Estados Unidos, segundo avaliação da coordenadora, precisam se comprometer em diversificar sua matriz energética e estimular a conscientização em favor de mudanças no padrão de consumo da população local. "Eles vão importar etanol do Brasil para continuar dirigindo suas picapes de 11 válvulas com uma única pessoa dentro. Isso não resolve o problema?", disse Rebeca.

Dois ativistas junto com os "Refugiados do Clima" interpretaram Lula e Bush com uso de máscaras, sem economizar nos abraços e cumprimentos os dois manifestantes foram abordados por um homem que passava no local e aproveitou para fazer o seu próprio protesto: "Por que o Bush vem para o Brasil? Ele que vá lá para os Estados Unidos arrumar confusão ao invés de trazer problemas para nós", afirmou o técnico de mão-de-obra Elias Estevam.