O primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki, afirmou nesta sexta-feira (30), em Estocolmo, que os progressos apontados na economia e na segurança do país comprovam que o processo de reconciliação entre as facções rivais do país está quase concluído. "Não estou dizendo que o Iraque é um paraíso. Absolutamente, não é o caso", admitiu Maliki a jornalistas. "Há grandes desafios pela frente, mas eu ainda gostaria de lembrar que os atos de violência diminuíram 80% no Iraque.

Seu governo, dominado pelos xiitas, está sob pressão para levar adiante a reconciliação entre sunitas, xiitas e curdos. A minoria árabe sunita do país tem se queixado nos últimos anos de ter sido colocada de lado pelos outros grupos.

"Estamos perto do fim desse longo processo", disse Maliki, por intermédio de um intérprete, durante uma entrevista coletiva concedida ao lado do primeiro-ministro da Suécia, Fredrik Reinfeldt. "Isso não significa que todos ficarão com uma fatia igual do bolo, mas sim que é preciso se comprometer por um Iraque unificado e democrático", prosseguiu.

O principal bloco sunita no Parlamento retirou seus representantes de um governo de unidade nacional em agosto do ano passado sob a alegação de que não dispunha de poder suficiente de decisão. Políticos sunitas vinham negociando recentemente um possível retorno ao governo, mas suspenderam o diálogo esta semana em meio a uma disputa por postos ministeriais.